COMISSÃO JUSTIÇA E PAZ DA ARQUIDIOCESE DE SÃO LUÍS
NOTA DE APOIO E SOLIDARIEDADE

“Bem aventurados os perseguidos por causa da justiça porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vocês (...). Porque foi assim que perseguiram aos profetas antes de vocês” (Mateus 5,10-12)

A Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luís, manifesta seu apoio e solidariedade aos bispos do Maranhão: dom Armando Martin Gutiérrez, bispo de Bacabal; dom Élio Rama, bispo de Pinheiro; dom Evaldo dos Santos, bispo de Viana; dom Francisco Lima Soares, bispo de Carolina; dom Jan Kot, bispo de Zé Doca; dom José Belisário da Silva, arcebispo de São Luís; dom José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo; dom Rubival Cabral Britto, bispo de Grajaú; dom Sebastião Bandeira Coêlho, bispo de Coroatá e presidente do Regional NE 5 da CNBB; dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Caxias; dom Valentim Fagundes de Meneses, bispo eleito de Balsas; dom Vilsom Basso, bispo de Imperatriz; dom Carlo Ellena, bispo emérito de Zé Doca; dom Xavier Gilles de Mapeou d’Ableiges, bispo emérito de Viana e padre Nadir Luiz Zanchet, administrador diocesano de Balsas, por terem assinado a “CARTA AO POVO DE DEUS”, de 22 de julho de 2020.

Diante da dramática crise política, econômica, sanitária e ambiental que atravessa o Brasil, os bispos escreveram essa carta ao Povo de Deus, considerada um documento profético, na qual expressam sua “profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério” e “comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz”.

Fieis ao profeta Jesus de Nazaré e à missão evangelizadora da Igreja, os bispos deixaram claro seu interesse e compromisso com a construção do “Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor”.

Nos solidarizamos em especial com o padre Nadir Luiz Zanchet, que vem sofrendo, incompreensões, insultos e desrespeitos, inclusive por parte de pessoas que se professam cristãs católicas, mas não seguem os ensinamentos e orientações do Papa Francisco e da Conferência Nacional dos Bispo do Brasil. Tanto Padre Nadir Luiz Zanchet, quanto os seusmais de 1500 irmãos e companheiros no sacerdócio renovaram, junto com os bispos signatários da Carta ao Povo de Deus, “a opção pelo Evangelho e pela promoção da vida, espalhando as sementes do Reino de Deus”, assinando a carta “CAMINHAMOS NA ESTRADA DE JESUS”, de 29 de julho de 2020.

“Como tantos outros padres irmãos, empenhados em diversas partes do Brasil a serviço do Evangelho e do Reino de Deus”, nós cristãos e cristãs precisamos prestar nosso “agradecimento e apoio aos bispos pela Carta ao Povo de Deus” e afirmar que ela representa nossos “pensamentos e sentimentos”. A carta oferece “luzes para o discernimento dos sinais nestes tempos tão difíceis da história do nosso País”.

A Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luís, desse modo agradece e apoia os bispos do Maranhão e os mais de 150 bispos do Brasil, como também ao Padre Nadir Luiz Zanchet e aos mais de 1500 padres de todo o Brasil, pelo seu apoio à Carta ao Povo de Deus. 

Ao mesmo tempo, a Comissão de Justiça e Paz, com indignação, se solidariza com as mais de 111 mil vítimas da Covid-19 no Brasil e com todas as pessoas perseguidas por causa da justiça e da opção que fazem pelos mais pobres. 

São Luís, 20 de agosto de 2020.