Amados Irmãos, amadas Irmãs;
Paz e Bem!

Recentemente, o Centro Dom Bosco veiculou em seu Canal de YouTube mensagem totalmente destoante da Caminhada da Igreja. Nele, o representante do referido Centro, faz críticas à CNBB e à legitimidade da Campanha da Fraternidade 2021.

Primeiramente, devemos nos perguntar a qual Igreja ele representa. Certamente, não à Igreja Católica. Nesta, temos em seu magistério a Doutrina Social da Igreja. Desde a Rerum Novarum, encíclica do Papa Leão XIII de 15 de maio de 1891, a Igreja se preocupa com questões relacionadas ao homem na sociedade. Desigualdades, racismo, intolerância de todos os tipos e formas; tornam-se preocupação de seu Magistério e de sua Pragmática. Após o Concílio Vaticano II, a Igreja se preocupa ainda mais com as questões temporais. A pobreza e a violação da Dignidade Humana estiveram em pauta nas reflexões teológicas e pastorais, dando mais força às Campanhas da Fraternidade no Brasil, pois estas começaram em 1961. Nada há de errado neste caminhar, pois o mesmo se sustenta na própria Palavra de Deus. Podemos estar certos disso, consultando a literatura profética, tais como os Livros de Amós, Jeremias, Isaías. Também os Livros Históricos deixam claro que o sofrimento dos pequenos sempre foi preocupação de Javé, nosso Deus; conforme podemos ver em Ex 3,7; Dt 24,5-22; Dt 25,1-4. No Segundo Testamento, Jesus nos deixa sinal claro de seu compromisso com os empobrecidos, tal como podemos ver em Lc 4,18; Mt 5,1ss; Mt 11,28ss; entre tantos outros textos.

Neste sentido, a CNBB – com suas diretrizes – está em plena comunhão com a Palavra de Deus. A afirmação do vídeo em questão é, no mínimo, fundamentada em falta do conhecimento elementar de hermenêutica bíblica. As Campanhas da Fraternidade nunca foram doutrina comunista, socialista, ou algo que o valha. É compromisso com o Evangelho.

As reflexões da Campanha da Fraternidade vem-nos como momento oportuno e salutar para fomentar conversão. Converter-nos de nosso ostracismo, nossa alienação da realidade que nos cerca. De nada vale ir ao altar de Deus, se ignoramos o sofrimento dos empobrecidos.

Ainda mais: quando o representante do Centro Dom Bosco fala de doutrina confusa e apologia à homossexualidade, deslegitima a Igreja e seu Magistério. Exortar ao acolhimento de todos e todas, não obstante suas escolhas, não significa apoiar as escolhas, mas ao ser humano. Precisamos sempre acolher. Sem tomar sobre si a alcunha de juiz. É neste sentido que caminha todo o Texto Base da Campanha da Fraternidade 2021. Do Coração de nossos Bispos, para o Coração de nosso Povo. Os Bispos são nossos pais na fé, continuadores do Mister Apostólico.

Não se pode ser Católico e romper com a CNBB, pois esta representa o Magistério da Igreja em âmbito nacional, a quem devemos obediência, confiança e amor.

Com amor e respeito à CNBB,


Frei Hermes Abreu, OFM – Editor da Página O Caminheiro do Reino
Frei Jacir de Freitas Faria, OFM – Província Franciscana Santa Cruz, MG
Frei Edilson Rocha, OFM – Custódia Franciscana São Benedito da Amazônia
Karina Moreti, OFS – Jornalista e Animadora Litúrgica na Diocese de Lins, SP
Antônio Joaquim Ribeiro Mota, OFS – São Paulo, SP
Pe. Éderson Queiroz – Patrocínio, MG
Antônio José da Silva Ferreira (Xoffé) – Rede Celebra, Núcleo Fortaleza (CE) e Ministro da Palavra
Seny Felix – Rio de Janeiro, RJ
Marli Aparecida Moreschi – Pontes e Lacerda, MT
Edilson Carvalho – Diocese de Apucarana, PR
Hélio da Silva Gusmão – Vitória da Conquista, BA
Diácono Jaime Bomfim – Arquidiocese de Olinda e Recife, PE
Darcy Egídio Perin – Comissão Diocesana de Caridade de Santa Cruz do Sul, RS, residente em Lajeado, RS
Elizabeth Sfrizo – São Paulo, SP
Altemir Aparecido Silva Morrinhos – Goiás, GO
Ângelo Ignácio – Coordenador da Pastoral da Ecologia Integral, Arquidiocese do Rio de Janeiro, RJ
Joana D’Arc de Abreu – Conselheiro Lafaiete, MG
José Lenivaldo Carvalho – São Paulo, SP
Maria Aparecida Damasceno – CEBs, São José do Rio Preto, SP
Elaine Pinheiro Neves de Macedo – Diocese de Cornélio Procópio, PR
Sandra Marília Lopes – Rede Celebra
Diácono Francisco Adilson da Silva – Assessor do Vicariato Episcopal para as Instituições Sociais, Arquidiocese de Natal, RN
Nelcimar Rodrigues dos Santos – Movimento Fé e Política, João Pessoas, PB
Diácono Márcio Francisco de Andrade – Assessor do Vicariato Episcopal para as Instituições Sociais, Arquidiocese de Natal, RN
Frei Gilvander Luís Moreira – Frade Carmelita, Assessor do CEBI, do SAB, da CPT em MG