encontro entre Francisco e al-Sistani é fundamental para indicar que o único caminho para reconstruir o Iraque passa pelo respeito mútuo e pela tolerância de verdade, não apenas exibida.

A opinião é de Riccardo Redaelli, professor de Geopolítica da Università Cattolica del Sacro Cuore, em Milão, e diretor do Centro de Pesquisa sobre o Sistema Sul e o Mediterrâneo Ampliado (Crissma, na sigla em italiano). O artigo foi publicado em Avvenire, 04-03-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Eis o texto.

Como água em um terreno árido pela seca, mas muito fértil: assim será a histórica viagem de Francisco ao Iraque, uma terra que hospedou por dois milênios importantes comunidades cristãs, depois oprimidas pela desastrosa invasão anglo-estadunidense de 2003, que removeu, sim, Saddam Hussein, mas também o fez mergulhar em uma espiral de violência e instabilidade da qual ele nunca se recuperou.

Mas, além de mostrar proximidade a essas comunidades e favorecer o retorno de muitos cristãos, forçados a fugir das violências do Daesh, é evidente que essa viagem quer fortalecer o diálogo com o Islã xiita iraquiano, também através do encontro com a sua máxima autoridade religiosa, o marjah al-taqlid (“fonte de imitação”), Ali al-Sistani.

A relação entre cristãos e xiitas no Iraque é cheia de facetas e contradições: por um lado, as duas comunidades têm sido frequentemente objeto das violências nas últimas décadas por parte dos grupos muçulmanos sunitas mais radicais e dogmáticos, às vezes olhando com simpatia umas às outras.

Por outro lado, a contradição de se perceberem, ambas, como “minorias discriminadas”, mesmo em um país como o Iraque, onde os xiitas são a clara maioria e, depois de quase um século de marginalização, estão há muito tempo no poder, mas onde não perderam a sua histórica “síndrome” de serem discriminados.

Quantas vezes as autoridades religiosas xiitas iraquianas sublinharam conosco essa condição comum de “vítimas da violência religiosa”. Isso é verdade para os cristãos e também é verdade para os xiitas, que sofreram assustadores ataques terroristas da jihad, mas que, apesar disso, se envolveram na violência sectária que dilacerou o Iraque. Uma ambivalência que reflete a dificuldade dessa grande comunidade a repensar o seu papel no país agora que o governa.

Desse ponto de vista, a visão religiosa prudente e moderada do ancião al-Sistani foi fundamental. Os iraquianos costumam dizer que, se o país não entrou em colapso definitivamente, é por causa das suas palavras e da sua vontade de rejeitar a vingança sectária e de defender o frágil e imperfeito sistema liberal iraquiano. Ao contrário dos aiatolás iranianos seguidores do pensamento de Khomeini, que levou os religiosos a gerirem diretamente o poder, al-Sistani rejeita a intervenção direta dos religiosos na política, “limitando-se” a indicar o caminho, segundo os preceitos islâmico-xiitas.

Ele vive modestamente, fala muito pouco – por meio de fatwas, ou seja, respostas jurídicas –, mas as suas palavras deixam a sua marca e incidem fortemente nas escolhas políticas. Ele não esconde o seu desprezo pela maioria dos corruptos políticos iraquianos, nem seu aborrecimento com as milícias xiitas ligadas ao Irã, que “traem” o seu país, servindo aos interesses do vizinho inconveniente.

Por fim, os seus apelos em favor da concórdia e da coexistência religiosa, assim como do respeito pelos direitos humanos, parecem coincidir com o extraordinário caminho percorrido por Francisco para falar de fraternidade, respeito e tolerância, bem evidenciados pela declaração de Abu Dhabi de 2019 com os representantes do Islã sunita.

Mas, ao mesmo tempo, agora que os xiitas estão no poder, é evidente o esforço para encontrar um equilíbrio, para limitar as vinganças contra os sunitas, para evitar que políticos e milicianos usem a fé como uma máscara para as suas ambições, para a sua sede de poder e riqueza ou para penalizar as outras comunidades religiosas.

O encontro entre Francisco e al-Sistani torna-se, então, fundamental para indicar que o único caminho para reconstruir o país passa necessariamente pelo respeito mútuo e pela tolerância de verdade, não apenas exibida, ou seja, pela liberdade de viver a própria fé – seja ela qual for – sem medo de ser perseguido por causa dela.

fonte: http://www.ihu.unisinos.br/607285-encontro-entre-francisco-e-al-sistani-indica-o-caminho-para-a-verdadeira-tolerancia


 

Iraque. “Chega de armas, de vinganças, de guerras. Nós somos as raízes da fé e do cristianismo.” Entrevista com Louis Sako

Quando o Papa Francisco desembarcou no Iraque na tarde dessa sexta-feira, o sonho de João Paulo II por ocasião do Jubileu do ano 2000 finalmente se tornou realidade: o bispo de Roma em visita à terra de Abraão.

A reportagem é de Luca Geronico, publicada em Avvenire, 05-03-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Eis a entrevista.

 

Cardeal Louis Sako, o senhor foi, sem dúvida, um dos protagonistas na organização desta viagem apostólica. Desde 2013, o senhor é o patriarca da Babilônia dos Caldeus. Por que, assim que foi feito o anúncio, o senhor definiu esta viagem como uma “peregrinação de paz e de fraternidade”?

O mundo, em comparação com o ano 2000, mudou muito, a situação é diferente não só no Iraque, mas também em todo o Oriente Médio. Nós, os povos desta região, realmente precisamos de um mensageiro da paz, porque sozinhos não chegaremos à paz. Precisamos de alguém que nos fale da paz de forma autêntica, não politizada. O papa, com o seu carisma, pode dirigir uma palavra forte sobre o respeito pela vida, sobre o respeito mútuo, sobre a necessidade de calar as armas. Além disso, todas as etapas desta viagem são simbólicas: o papa poderá utilizar tanto Ur, quanto Mosul, quanto a planície de Nínive para uma mensagem muito forte, diferente do espírito de vingança, contra o sectarismo, contra a divisão dentro do mesmo povo. Por isso, é realmente uma viagem de paz.

Após a assinatura do Documento de Abu Dhabi em fevereiro de 2019, na sua opinião, é possível usar o adjetivo “histórico” para esta viagem? Depois do encontro entre o Papa Francisco e o grão-imã Ahmad al-Tayyeb, esta poderia ser mais uma etapa no itinerário para a fraternidade humana através do diálogo inter-religioso?

A visita a Ur, durante a viagem de Francisco, é dedicada à figura de Abraão: o pai dos fiéis, dos cristãos, dos judeus, dos muçulmanos. O Alcorão dedica um capítulo a Abraão; na Bíblia, a vocação de Abraão é descrita como a aventura de quem deixa tudo para seguir a voz de Deus; o próprio Evangelho nos fala de Abraão como “pai da fé”. Portanto, nós somos irmãos em nível espiritual, não apenas com base na natureza humana. Temos fé em um único Deus, e essa fé é expressada de maneiras diferentes: nós, cristãos, muçulmanos e judeus, expressamos a fé nas nossas culturas, leis, liturgias. Mas, no fundo, na fé, nós estamos unidos. Esse discurso pode ajudar os muçulmanos a se abrirem, a terem um olhar positivo.

Depois, o papa visitará as comunidades cristãs de Bagdá e de Qaraqosh. Em 31 de outubro de 2010, em Bagdá, ocorreu o “massacre de Todos os Santos” na Catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; em 2014, a invasão do Daesh em Qaraqosh com a “Tahira”, a Catedral da Imaculada Conceição, despojada, incendiada, com o claustro transformado em um campo de tiro. Que Igreja o Papa Francisco encontrará? Que feridas o pontífice deverá curar neste “pequeno rebanho”?

Na minha opinião, o papa vai encontrar a glória, vai encontrar uma beleza interior, porque, na nossa história, nunca tivemos uma Igreja de Estado, um reino cristão, como ocorreu no Ocidente. Temos a nossa liturgia, a nossa espiritualidade, os nossos pais, mas também os mártires que pagaram com o seu sangue por serem fiéis ao Evangelho e a Cristo. Essa é a beleza interior da nossa Igreja: o papa, ao nos visitar, verá essa beleza espiritual que não tem nada de triunfalismo, de uma glória exterior. Esta visita do papa é um forte reconhecimento da importância das Igrejas orientais.

Hoje, no Oriente Médio, existe um pequeno rebanho, temos muitos problemas, e a nossa presença histórica está ameaçada: precisamos do apoio da Igreja universal e também da dos nossos irmãos e irmãs cristãos do Ocidente. Nós somos as raízes da fé, do cristianismo, e, se não houver mais cristãos no Oriente Médio, o cristianismo não terá mais as suas raízes. Esse é um problema muito sério, por isso, é preciso fazer muito para defender, proteger ou, pelo menos, encorajar esses cristãos a ficarem nas suas terras. Temos problemas, mas estamos cientes, como cristãos, da nossa vocação em uma maioria muçulmana. Espero que o papa, ao nos visitar, descubra tudo isso.

Esta viagem nasceu de um convite do presidente da República iraquiana, Barham Salih. O Iraque tem um governo provisório. Em outubro, haverá eleições antecipadas, enquanto o país é atingido, além da pandemia, por uma grave crise econômica. Qual é a expectativa da sociedade iraquiana em relação à chegada do pontífice?

Todos o esperam. O governo, o povo cristão e os muçulmanos. Algo diferente do que vivemos e sentimos até agora: vivemos conflitos com mortes e destruição. Mesmo durante a pandemia e com a economia em crise, ouvimos a voz das armas. Agora precisamos ouvir a doçura dos discursos do Santo Padre, que falará da fraternidade humana, do diálogo inter-religioso, do perdão contra a vingança. Faz muito tempo que não ouvimos essa linguagem. Além disso, acho que o papa vai falar de reformas: chega de guerras no Iraque, mas também na Síria e no Líbano. Vivemos em uma família que se chama Iraque, ou Síria, ou Líbano, e cada um deve se sentir em casa, não é um estrangeiro, um adversário que deve ser evitado ou cancelado. Além disso, esta visita é uma oportunidade para o Iraque se abrir mais à comunidade internacional: o papa não é um hóspede qualquer. Haverá 75 pessoas na sua comitiva e cerca de 200 jornalistas credenciados: é um fato extraordinário para o Iraque. Há um clima de grande festa: esta visita, para usar uma expressão espiritual, é um advento, não um evento.

E ela se realiza a poucos meses da posse de Joe Biden na Casa Branca, enquanto os equilíbrios diplomáticos estão sendo redesenhados com o Teerã. Muitos analistas acreditam que esta viagem também será importante para redefinir o papel dos cristãos em todo o Oriente Médio. Poderia haver desdobramentos diplomáticos, especialmente com o Irã, em relação à questão nuclear?

Vaticano tem uma longa experiência de diálogo e reconciliação entre países: na América Latina, na África e, por que não?, também no Oriente Médio. A Santa Sé é neutra e pode fazer muito por esses países que sofrem, e que sofrem por uma coisa absurda: todos esses confrontos, essas guerras são absurdas, e depois de anos será preciso chegar a um acordo. Então, nos perguntamos: por que toda essa destruição, esses milhares de mortos, por que tudo isso? É preciso mudar a mentalidade, ter um olhar mais amplo e ver quem sustenta o tráfico de armas, quais são os interesses econômicos que movem essas guerras. Todos falam da dignidade humana, mas por que não pensar também nos pobres inocentes?

E nós, cristãos, devemos sair dessa mentalidade de medo: não devemos ter medo, devemos falar, devemos contribuir para uma solução, nos engajar na política, não deixar os outros sozinhos. Se nos colocarmos de lado, outros farão tudo, e nós não teremos o direito de criticar. Nós, cristãos, devemos contribuir para o bem do nosso país: somos cidadãos e devemos criar com todos os outros um Estado civil e sobretudo baseado na democracia e na justiça, e não um Estado sectário. Não podemos viver em um país teocrático: no Iraque, não há apenas muçulmanos sunitas e xiitas, há também cristãos, yazidis e outras religiões. A religião não pode criar um Estado, a vida social e política é diferente da religião. O Ocidente teve progresso porque separou a Igreja da política. Se os muçulmanos querem um futuro melhor, eu acho que devem separar a religião do Estado. São projetos para o futuro, e, creio eu, talvez seja preciso começar: o papa semeia, semeia, nós devemos irrigar, e Deus abençoará a colheita.

Para concluir, eminência, o senhor estará em Ur ao lado do papa. Qual é a sua intenção de oração pela humanidade e pelo Iraque neste momento?

Em Ur, haverá uma oração inter-religiosa pela paz e a estabilidade, mas também para fortalecer a fraternidade humana e o diálogo inter-religioso. Todos devem entender, todos – cristãos, muçulmanos, judeus –, que o centro da mensagem religiosa é o ser humano. Deus faz um gesto pelo ser humano, Deus pode salvar o ser humano, e também nós devemos aprender a ajudar o ser humano a viver com dignidade, a ser respeitado e a tratá-lo como um irmão, e não como um inimigo. Ur é um passo muito importante, assim como o encontro com a autoridade xiita, o grande aiatolá Ali al-Sistani. O papa terá um encontro privado com ele e também um gesto de diálogo. Não sabemos exatamente o que vai acontecer, mas eu conto muito com o carisma do Santo Padre, que é um homem de surpresas, um homem que pode surpreender.

fonte: http://www.ihu.unisinos.br/607286-iraque-chega-de-armas-de-vingancas-de-guerras-nos-somos-as-raizes-da-fe-e-do-cristianismo-entrevista-com-louis-sako

 

“NO IRAQUE, PAPA CONCRETIZA EM PALAVRAS E GESTOS O DIÁLOGO ECUMÊNICO E INTER-RELIGIOSO”, DIZ ASSESSOR DA CNBB

 

O assessor da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso e subsecretário adjunto de pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Marcus Barbosa, comentou o significados religiosos e políticos da 33ª viagem internacional do pontificado de Francisco. Após 15 meses sem realizar viagens, o Papa inicia hoje, 5 de março, no Iraque uma viagem de três dias, até o dia 8, que prevê uma agenda de encontros cheia de simbolismos com autoridades e religiosos – tanto cristãos quanto muçulmanos.

O Iraque, apesar do seu simbolismo para as religiões Abrâamicas, nunca foi visitado por nenhum Papa. “É a primeira vez que um Papa visita o Iraque, terra de nosso pai, Abraão e a terra do profeta Jonas. Chegou o tempo favorável”, disse padre Marcus.

Segundo o vaticanista Filipe Domingues, doutor pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, o então Papa João Paulo 2º chegou a cancelar de última hora, em 1999, a ida ao país por razões de geopolítica. Francisco chegou a adiar a viagem duas vezes por conta da pandemia da Covid-19. Nesta semana, ele disse que vai porque não pode decepcionar o povo iraquiano.

Novos caminhos para a paz

De acordo com o padre Marcus, esta será um visita que abrirá novos caminhos de diálogo e de paz. “Ela assume um significado todo especial pela proximidade, conforto, apoio e incentivo do Santo Padre aos cristãos e povos marcados por medos e dúvidas e que passaram por muitos momentos difíceis por causa de perseguições e guerras”, disse.

A visita do Papa Francisco tem o objetivo de motivar os cristãos do Iraque a perseverar, resistir e testemunhar com coragem a fé. De acordo com o Papa Francisco, todos os encontros e celebrações previstos nessa visita manifestarão carinho e estímulo não só aos cristãos, mas ao povo iraquiano.

Dados levantados pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) indicam que a população cristã do país caiu de 1,4 milhão, em 2003, para menos de 250 mil atualmente.  Os árabes representam 85% da população  do país e os curdos 10%. Os muçulmanos são 98,5% da população, enquanto os católicos 1,5%. O Papa se encontrará com lideranças muçulmanas e xiitas, que representam 64% da população iraquiana hoje; os sunitas somam 32%.

Arte da visita do Papa ao Iraque.

Todos esses encontros, de acordo com assessor da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da CNBB, concretizam em palavras, gestos e ações o necessário e urgente diálogo ecumênico e inter-religioso na construção da Fraternidade.

Padre Marcus aponta o diálogo fraterno entre as diferentes religiões como um tema caro em todo pontificado do Papa Francisco. “Este caminho foi expresso de maneira viva e desafiadora na sua última carta encíclica Fratelli Tutti sobre a fraternidade e amizade social”, disse.

O subsecretário adjunto de pastoral da CNBB chama a atenção para a arte da visita do Papa Francisco que  apresenta visualmente o sentido desta viagem apostólica. Com o lema da visita: ‘Somos todos irmãos’, extraído do Evangelho de Mateus, apresenta o Papa em um gesto de saudação ao país, representado no mapa por seus símbolos: a palmeira e os rios Tigre e Eufrates; mostra também uma pomba branca, com um ramo de oliveira, símbolo da paz, em seu bico, voando sobre as bandeiras da Santa Sé e da República do Iraque.

“Todo esse profundo e rico simbolismo dá a marca dessa visita onde muros de divisão e discórdias serão desconstruídos e novas pontes de diálogo e reconciliação serão abertas”, aponta padre Marcus.

Para o assessor de ecumenismo da CNBB, essa visita é um ato muito corajoso que reforça a esperança para todos, especialmente nesses momentos de tantas polarizações e extremismos que estamos vivendo. “Acalma e alegra o nosso coração poder saber que as medidas possíveis de segurança estão sendo tomadas e, principalmente, saber que o povo do Iraque está feliz e entusiasmado e dará ao Santo Padre uma calorosa acolhida, com os corações e braços abertos”.

Acompanhe a agenda do Santo Padre no Iraque:

Sexta-feira, 5 de março de 2021 – ROMA – BAGDÁ

Manhã

7:45 Partida de avião de Roma / Aeroporto Internacional Fiumicino para Bagdá: https://bit.ly/2OkisGt

Tarde

11:54 Chegada ao Aeroporto Internacional de Bagdá
12:00 Acolhida oficial no Aeroporto Internacional de Bagdá e encontro com o Primeiro Ministro na sala VIP do Aeroporto Internacional de Bagdá: https://bit.ly/2MSVPsq
13:00 Cerimônia oficial de boas-vindas no Palácio Presidencial em Bagdá (Evento com previsão de transmissão do Vatican News)
13:15 Visita de cortesia ao Presidente da República no escritório privado do Palácio Presidencial em Bagdá (Evento com previsão de transmissão do Vatican News)
13:45 Encontro com as Autoridades, a Sociedade civil e o Corpo Diplomático no salão do Palácio Presidencial em Bagdá (Evento com previsão de transmissão do Vatican News)
14:15 Deslocamento para a Catedral sírio-católica de Sayudat al-Nejat
14:40 Encontro com os Bispos, Sacerdotes, Religiosos/as, Seminaristas e Catequistas na Catedral Sírio-Católica de “Nossa Senhora da Salvação”, em Bagdá (Evento com previsão de transmissão do Vatican News)
15:40 Deslocamento para a Nunciatura Apostólica

Sábado, 6 de março de 2021 – BAGDÁ – NAJAF – UR – BAGDÁ

Manhã

5:45 Partida de avião para Najaf
6:30 Chegada ao Aeroporto de Najaf
07:00 Visita de cortesia ao Grande Aiatolá Sayyid Ali Al-Husayni Al-Sistani, em Najaf
08:00 Partida de avião para Nassiriya
08:50 Chegada no aeroporto de Nassiriya
09:10 Encontro Inter-religioso na Planície de Ur (Evento com previsão de transmissão do Vatican News)
10:30 Partida de avião para Bagdá
11:20 Chegada ao Aeroporto Internacional de Bagdá

Tarde

15:30 Deslocamento da Nunciatura Apostólica para a Catedral caldeia
16:00 Santa Missa na Catedral caldeia de São José, em Bagdá (Evento com previsão de transmissão do Vatican News)

Domingo, 7 de março de 2021 – BAGDÁ – ERBIL – MOSUL – QARAQOSH – ERBIL – BAGDÁ

Manhã

5:15 Partida de avião para Erbil
6:20 Chegada ao aeroporto de Erbil
6:20 Acolhida pelo Presidente da Região Autônoma do Curdistão Iraquiano e Autoridades Religiosas e Civis da Região, no Aeroporto de Erbil
6:30 Encontro com o Presidente e o Primeiro Ministro da Região Autônoma, na Sala VIP Presidencial do Aeroporto de Erbil
07:00 Partida de helicóptero para Mosul
07:35 Chegada ao campo de pouso de Mosul
08:00 Oração de sufrágio pelas Vítimas da guerra, na Hosh al-Bieaa (Praça da Igreja) em Mosul (Evento com previsão de transmissão do Vatican News)
08:55 Partida de helicóptero para Qaraqosh
09:10 Chegada ao campo de pouso de Qaraqosh
09:30 Visita à Comunidade de Qaraqosh na Igreja da “Imaculada Conceição” em Qaraqosh (Evento com previsão de transmissão do Vatican News)
10:15 Transferência para Erbil

Tarde

13:30 Chegada no Estádio “Franso Hariri” – Papa passa entre os fiéis (Evento com previsão de transmissão do Vatican News)
14:00 Santa Missa no Estádio “Franso Hariri” em Erbil
15:45 Deslocamento para o Aeroporto de Erbil
16:10 Partida de avião para Bagdá
17:15 Chegada ao Aeroporto Internacional de Bagdá

Segunda-feira, 8 de março de 2021 – BAGDÁ – ROMA

07:20 Cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional de Bagdá (Evento com previsão de transmissão do Vatican News)
07:40 Partida de avião para Roma
12:55 Chegada ao Aeroporto Internacional de Roma/Ciampino

Com informações do Vatican News