Francisco, no vídeo de intenção de oração para o mês de março, aprofunda sobre o sacramento da Reconciliação procurando destacar a alegria que a confissão traz, através de um encontro de amor e misericórdia. O Pontífice também pede orações “para que Deus dê à sua Igreja padres misericordiosos e não torturadores”, insistindo por atitudes de ternura e compaixão de “bons sacerdotes confessores”, prontos a ouvir e dizer que Deus é bom, não se cansa e perdoa sempre.

A reportagem é de Andressa Collet, publicada por Vatican News, 02-03-2021.

 

“Quando vou me confessar é para me curar, para curar a minha alma. Para sair com mais saúde espiritual. Para passar da miséria à misericórdia. E o centro da confissão não são os pecados que dizemos, mas o amor divino que recebemos e que sempre precisamos. O centro da confissão é Jesus que nos espera, nos escuta e nos perdoa.”

Essa é a mensagem cheia de esperança que o Pontífice compartilhou no Vídeo do Papa do mês de março, ao divulgar a intenção de oração confiada à Igreja Católica. Francisco nos convida a redescobrir a força de renovação pessoal que o sacramento da confissão tem em nossas vidas, partindo do próprio exemplo, já que as imagens do vídeo mostram o próprio Pontífice indo se confessar "para me curar, para curar minha alma", afirma ele.

"Jesus nos espera, nos ouve e nos perdoa"

“No coração de Deus, nós estamos antes dos nossos erros”, diz ainda o Papa, destacando mais uma vez a força que o amor de Deus tem em nosso ser e ações. Receber esse sacramento não significa estar diante de um juiz, mas ir a um encontro de amor diante de um Pai que nos recebe e sempre perdoa. “O centro da confissão não são os pecados que contamos, mas o amor divino que recebemos e de que sempre precisamos”, afirma Francisco. E esse amor vem antes de tudo, antes dos erros, das regras, dos julgamentos e das quedas.

Sacerdotes misericordiosos, como Jesus

Pe. Frédéric Fornos, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, recordou as últimas palavras do vídeo do Pontífice, quando pede para que "rezemos para que Deus dê à sua Igreja padres misericordiosos, e não torturadores". E o diretor acrescentou: “não é a primeira vez que o Papa pede essa graça. Como o bom pastor, conhece o sofrimento do povo, seus pecados, sua necessidade de encontrar ‘ministros de misericórdia’.

É o tempo da misericórdia. Na sua carta apostólica Misericordia et misera, na conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, o Papa convidou os sacerdotes a serem como Jesus, cheios de compaixão e pacientes. É um caminho de conversão para cada sacerdote, ‘para ser testemunha da ternura paterna’, ‘prudente no discernimento’ e ‘generoso para conceder o perdão de Deus’. Ele pede que o nosso coração esteja perto do Coração de Jesus, e isso é uma graça”.

Francisco, inclusive no Angelus de 14 de fevereiro deste ano, dirigiu um pensamento aos “bons sacerdotes confessores” e agradeceu pela atitude de ternura e compaixão daqueles “que não andam com o chicote na mão, mas estão prontos para receber, ouvir e dizer que Deus é bom”, não se cansa e perdoa sempre. O Papa chegou a pedir uma salva de palmas aos peregrinos na Praça São Pedro dirigida a esses confessores misericordiosos. E, no vídeo de intenção de oração para março, Francisco finalizou:

“Lembrem-se disto: no coração de Deus, nós estamos antes dos nossos erros. Rezemos para que vivamos o sacramento da reconciliação com uma profundidade renovada, para saborear o perdão e a infinita misericórdia de Deus. E rezemos para que Deus dê à sua Igreja padres misericordiosos e não torturadores.”

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fonte: http://www.ihu.unisinos.br/607192-rezemos-para-que-deus-de-a-igreja-padres-misericordiosos-e-nao-torturadores-no-confessionario-video-do-papa