Ao saudar os fiéis de língua portuguesa conectados para a Audiência Geral, o Papa Francisco dirigiu sua oração às vítimas do coronavírus.
 

Vatican News

“Nestes dias a minha oração é por quantos sofrem com a pandemia, de modo especial em Manaus, no norte do Brasil. Que o Pai das Misericórdias lhes sustente neste momento difícil. Lhes abençoo de coração!”

Esta foi a saudação que o Papa Francisco dirigiu aos fiéis de língua portuguesa na Audiência Geral desta quarta-feira.

Não é a primeira vez que o Pontífice manifesta sua preocupação com a capital do Amazonas. Na primeira onda da pandemia, Francisco ligou para o arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner, para manifestar a sua solidariedade e proximidade às vítimas do novo coronavírus. Era o dia 25 de abril de 2020.

Agora, Manaus volta a viver uma tragédia, com a morte de pacientes nos hospitais por asfixia devido à falta de oxigênio.

Dom Leonardo gravou um vídeo fazendo um apelo por ajudas: “Coloquemos a serviço de todos a nossa humanidade melhor, e coloquemos também a serviço de todos as nossas forças espirituais”. 

O arcebispo fez um pedido para “deixar de lado as agressões, os negacionismos, deixar de lado a política que divide, que corrompe, deixar de lado os lucros acima da pandemia”.

Em entrevista ao Vatican News, o missionário espanhol Padre Luis Miguel Modino declarou se vive uma realidade de morte” no Estado, relatando também as ajudas oferecidas pela Igreja.

Dois dias atrás, a Covid-19 fez mais uma vítima entre o clero de Manaus, com a morte do sacerdote palotino Celestino Ceretta, aos 79 anos.

fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-01/papa-francisco-oracao-vitimas-pandemia-manaus.html


LIVE NESTA QUARTA DISCUTE “MORALIDADE DAS VACINAS ANTICOVID-19”

 
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O Setor Universidades da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Sociedade Brasileira de Cientistas Católicos (SBCC) iniciam, nesta quarta-feira, 20 de janeiro, uma série de lives sobre saúde. O primeiro tema a ser debatido será “Ciência e Fé Católica: Moralidade das vacinas anticovid-19”. A transmissão poderá ser acompanhada a partir das 17h pelos canais da CNBB, SBCC e da Comissão para Cultura e Educação no Youtube.

“A pandemia nos remete não apenas a um contexto de incertezas sanitárias, como também nos oferece densas provocações de índole ética. O cuidado de si e do outro, especialmente quanto ao enfermo, e a amizade social que, esperamos, povoe o mundo, integram a agenda, contemporânea e premente, com a qual nós, cristãos, somos convidados a nos empenhar”, contextualiza o professor doutor Deivid Carvalho, pró-reitor de Graduação e Extensão e Ação Comunitária da Universidade Católica de Salvador (UCSAL) e vice-presidente da SBCC.

Para aprofundar a temática da moralidade das vacinas contra a covid-19, participam como debatedores o bispo de Rubiataba-Mozarlândia (GO), dom Francisco Agamenilton, que é membro do Comitê Teológico da SBCC, e o doutor padre Anibal Gil Lopes, professor emérito, médico e membro da Pontifícia Academia Pro Vita, da Academia Nacional de Medicina e da Academia Brasileira de Ciências.

O debate sobre a moralidade das vacinas contra a covid-19 será realizado no momento em que o Brasil inicia o esforço de vacinação da população, iniciando com grupos priorizados pelas autoridades de saúde. Diante das informações oficiais e do desafio da desinformação, há um esforço para esclarecer fatos e boatos ligados aos imunizantes, essenciais para o enfrentamento da pandemia.

Saúde, solidariedade e ética

O bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, ressalta que vacinar é um ato humano e que está ligado a várias dimensões do ser humano, das quais três se destacam.

“É, sem dúvida, um ato de saúde, na medida em que nos preserva de contaminações que poderão até mesmo ceifar nossas vidas. É também um ato solidário pois ajuda a evitar que nos tornemos, consciente ou inconscientemente, transmissores de doenças. É, por fim, um ato ético, pois ela faz emergir em nós a dimensão da responsabilidade diante de nossos próprios corpos e diante das outras pessoas. Ela nos apresenta um modo bem específico de ver e assumir a vida, um sentido que não olha apenas para si, mas olha igualmente para além, mostrando-nos que nenhum de nós é o centro do mundo, mas, ao contrário, vivemos todos numa intrincada e fabulosa rede de convivência”, comenta dom Joel.

Ainda destacando o aspecto ético, dom Joel recorda que “possuímos nossos corpos, que temos direitos sobre ele”, entretanto, “esses direitos não são absolutos”. Assim, “nossos corpos existem não para fazermos com eles o que desejarmos, mas para expressarmos o que de mais belo temos: o relacionamento. Pela corporeidade, expressamos a co-humanidade”.

Para o secretário-geral da CNBB, a dimensão ética do ato humano de vacinar-se “nos situa para além dos individualismos fanáticos, obtusos e patológicos. Ele nos faz ver a vida onde ela realmente está na comunhão com todos os irmãos e irmãs, diante dos quais, ao contrário de Caim (Gn 4,9), somos efetivamente responsáveis”.

“Num tempo de individualismos exacerbados e polarizações sicárias, precisamos nos vacinar não apenas contra o coronavírus, mas também para nos protegermos desses males”.

 

Acompanhe no canal da CNBB

 

A conta macabra de Bolsonaro e Pazuello: já são 51 os mortos por asfixia no Amazonas

De acordo com o MPF, somente em Manaus foram confirmadas 28 mortes por asfixia. No interior, outras 23 pessoas morreram pela mesma causa

Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro
Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)
 

247 - Pelo menos 51 pessoas morreram por falta de oxigênio no estado do Amazonas até a noite desta terça-feira (18), de acordo com levantamento feito por Guilherme Amado, na revista Época, junto ao Ministério Público Estadual e Federal. A falta de oxigênio aconteceu por incúria do governo Bolsonaro, que ignorou todas as advertências recebidas sobre o fim dos estoques no oxigênio do Estado..

De acordo com o MPF, somente na capital do estado, Manaus, foram confirmadas 28 mortes por asfixia. No interior, outras 23 pessoas morreram pela mesma causa. Os números podem ser maiores porque apenas cinco dos 11 ofícios foram respondidos pelas unidades de saúde, até a noite desta terça-feira.

Seguindo determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, a Advocacia-Geral da União (AGU) enviou um ofício à Corte apontando que o governo Jair Bolsonaro sabia do iminente colapso do sistema de saúde no Amazonas 10 dias antes da crise.

 

De acordo com o procurador da República Igor Spindola, a causa principal para que o oxigênio faltasse para pacientes de Covid-19 em Manaus na última semana foi a interrupção do transporte deste insumo pela Força Aérea Brasileira (FAB).

 

fonte: https://www.brasil247.com/brasil/a-conta-macabra-de-bolsonaro-e-pazuello-ja-sao-51-os-mortos-por-asfixia-no-amazonas