Notas Públicas

    No último final de semana, entre os dias 26 e 28 de junho, a Comissão Brasileira Justiça e Paz reuniu o seu Pleno para debater a conjuntura nacional e as ações que lhe cabem nesse cenário de crise e de acirramento das condições de vida especialmente dos povos indígenas ameaçados de genocídio, das populações pobres e de periferia que não podem ficar de quarentena como as outras classes sociais por causa da fome que se abate sobre elas, e dos ataques sistemáticos à democracia que ameaçam nossas instituições e teimam em querer jogar o país em um regime autoritário.

    Além desse debate que se realizou na primeira noite da reunião, nos dias seguintes o Pleno se debruçou sobre o desafio que lhe colocou o presidente da CNBB, dom Walmor de Oliveira, no sentido de ampliar o número e o alcance de Comissões Diocesanas Justiça e Paz (do laicato) e de Comissões organizadas por religiosos e religiosas. Esse desafio se soma ao que a Conferência Nacional de Justiça e Paz determinou em sua reunião de 11 e 12 de junho último, de organizar-se a Rede Brasileira Justiça e Paz, dando-lhe organicidade e orientando sua construção na ação, utilizando instrumentos formativos e dando-lhe estrutura.

    Foram muitos os avanços sentidos nessa etapa, que contou com a participação da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).