Notas Públicas

    A economia mundial está se recuperando da crise de Covid, em alguns países ainda mais rápido do que o esperado, como demonstrado o um milhão de empregos criados nos EUA em março. Para acelerar o crescimento e espalhá-lo em todos os lugares, agora são necessárias de pelo menos duas coisas. Primeiro, evitar a "grande divergência" entre ricos e pobres, garantindo que todas as vacinas sejam distribuídas igualmente e aumentando as reservas financeiras a disposição para as regiões em desenvolvimento.

    A reportagem é de Paolo Mastrolilli, publicada por La Stampa, 06-04-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

    Em segundo lugar, investir como o presidente Biden pretende fazer com o plano de infraestruturas, recuperando os recursos também por meio do imposto mínimo global (global minimum tax) para as multinacionais, sobre o qual a secretária do Tesouro Yellen voltou a pressionar ontem.

    Esses são os tópicos que vão dominar as cúpulas da primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que começam hoje em formato virtual.

    Na entrevista de fevereiro ao La Stampa, o presidente do Banco Mundial Malpass havia dito que era preciso "mais transparência nos contratos das vacinas", porque a recuperação não se tornará sólida e duradoura até chegar a todos os cantos do planeta. A diretora do FMIGeorgieva, havia alertado: "Minha maior preocupação é que o Grande Lockdown de 2020 se transforme em uma Grande Divergência em 2021 e além", que penaliza os estados pobres, mas também prejudica a Europa e cria fissuras internas nas economias mais desenvolvidas. Portanto, pedia para aumentar os direitos especiais de saque (DES) do FMI em pelo menos 650 bilhões de dólares, para ajudar os países em dificuldade e para reestruturar sua dívida.

    Quanto a nós, "embora as perspectivas para a economia italiana tenham melhorado (crescimento estimado em 4,2% em 2021 e 3,6% em 2022 ndr), é essencial manter um apoio fiscal bem direcionado até que a recuperação esteja firmemente estabelecida". À dívida se poderá pensar mais tarde, com "um plano de orçamento de médio prazo com credibilidade".

    Esses são os temas que o Fundo discutirá, observando que a recuperação está se acelerando em países como os EUA e a China e, portanto, com maior motivo deve-se fazer mais pelos outros. O congelamento da dívida de 28 membros já está aprovado e as contribuições para aumentar os DES estão em chegando.

    Os países ricos não estão fora de perigo, no entanto, e Biden quer investir US $ 2,2 trilhões em infraestruturas justamente para mudar o paradigma da economia dos Estados Unidos. Portanto, pretende aumentar os impostos das corporações de 21 para 28 por cento, mas isso não é suficiente.

    Yellen, falando ontem no Conselho de Assuntos Globais de Chicago, reiterou que está trabalhando com o G20 e a OCDE para impor um imposto global mínimo de 21% sobre as multinacionais. O objetivo é evitar que se refugiem nos países que oferecem os benefícios fiscais mais generosos, fazendo com que outros não tenham recursos.

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    fonte: http://www.ihu.unisinos.br/608134-a-receita-de-yellen-scretaria-do-tesouro-eua-contra-as-desigualdades-o-fmi-congela-a-divida-dos-28-paises-mais-frageis